Como funciona
Três coisas decidem como o vídeo fica: onde estão os cliques, quantas fotos você escolheu e dois ajustes que você provavelmente nunca vai tocar.
De onde vêm os cliques
Cada matraca embutida foi analisada uma vez, e o instante exato de cada clique vai junto com ela. O app lê essa lista — nunca escuta o áudio enquanto você espera. Um som que você grava ou importa passa pelo mesmo detector, no próprio telefone, e daí em diante se comporta como um embutido.
A análise é um detector de ataque: a gravação é filtrada para sobrar a borda do clique, sua energia é medida em janelas de 6 ms, e um salto acima do nível local marca um ataque. Depois cada clique é refinado até a amostra exata em que começa, e por isso os cortes são justos em vez de aproximados.
As fotos mandam
Vinte fotos produzem exatamente vinte trocas de quadro. Se a matraca tiver mais cliques, os extras não são usados; se tiver menos, a gravação repete — e o app avisa antes de renderizar, porque a emenda se ouve.
É a regra em torno da qual todo o resto se dobra. Uma matraca no auge solta de vinte a trinta cliques por segundo, e ninguém lê uma foto mostrada por trinta e cinco milissegundos. A saída óbvia — mostrar menos fotos — quebraria a regra, então o SnapClack pula o *clique*. O quadro segura, o som fica intacto e todo corte continua no tempo.
Os dois ajustes que importam
Quadro mais curto é esse piso. Nos 80 ms padrão ele transforma um rufo denso em algo que o olho acompanha. Baixe para um estroboscópio, suba para um slideshow.
Corte contra o clique é por que os cortes parecem certos. A visão fica algumas dezenas de milissegundos atrás da audição, então um quadro que muda 40 ms *antes* do clique se lê como exato, e um que muda no clique se lê como atrasado. O padrão é −40 ms; a faixa é um décimo de segundo para cada lado e se acerta de ouvido.
Perguntas
Funciona com qualquer quantidade de fotos?
Duas ou mais. Não há limite superior — as fotos são reduzidas na entrada, então quarenta custam mais ou menos o que quatro custam.
O que acontece com fotos que não são 9:16?
Elas entram inteiras, sobre uma cópia desfocada e escurecida delas mesmas. Nada é cortado. Nos Ajustes dá para trocar o quadro para 1:1 ou 16:9, ou trocar o desfoque por preto ou branco.
Posso usar meu próprio som?
Sim. Grave com o microfone ou traga um arquivo de áudio — os cliques são medidos no próprio telefone, pelo mesmo detector por que passaram os sons embutidos. Apare a tomada, ajuste a sensibilidade, e ele funciona como qualquer matraca embutida.
E se eu mudar de ideia?
Cada edição na tela de criação desfaz e refaz. Projetos têm nome e busca; um apagado espera na lixeira até você esvaziá-la, e qualquer projeto pode se ramificar numa variante — outro som, outro efeito — sem tocar no original.
Dá para ter o vídeo sem a trilha?
Sim — há um interruptor nos Ajustes. Você fica com os cortes e põe sua música num editor.
Minhas fotos vão para algum lugar?
Não. Sem servidor, sem conta, sem upload. O único tráfego de rede do app é relatório de falha, e ele não leva dados de foto.
Por que uma matraca e não um metrônomo?
Metrônomo é regular, e regular é chato. Uma matraca girada acelera e morre sozinha, e fotos seguindo essa curva parecem montadas, não geradas.